quarta-feira, 8 de setembro de 2010


Olhei o céu escuro e estrelado. Assusta-me a sua imensidão e a fragilidade que eu sou em comparação a ele, mas assusta-me ainda mais sentir que ele me engole, como se cada estrela me entrasse no corpo e dilacerasse.
As estrelas cadentes caem e, inutilmente ou não, pedimos um desejo a cada uma que vemos. Mas de que vale isso? As estrelas não nos trazem o que desejamos. É como tirar um doce a uma criança…
Peço-te a todas as estrelas cadentes que vejo e nenhuma te traz de volta… Ai penso que talvez seja melhor não olhar o céu, ou que ele me engula na sua imensidão… Porque já não faz sentido pedir-te, não te tenho nem posso ter…
Posso olhar para ti, mas é como se já nada fizesse sentido, como se cada olhar se perdesse no vazio que é a tua ausência. Faz sentido tudo isto? Talvez não, mas quem disse que a vida faz sentido?

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